sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Armadilha

A borboleta sem asas
Presa na teia da aranha
Pode ver a própria morte
Sem ter para onde fugir

Apesar de tudo, ela tenta?
Ou desiste, rapidamente,
Sem nenhuma esperança
De um dia voltar a voar?

Crer no impossível
É sua única salvação
Dar-lhe-á algo em que pensar
Enquanto se aproxima da escuridão

Presa nas teias do mundo
Asas cortadas pela humanidade
Vê a aranha que se aproxima
E assim termina sua sina

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